Qual é o shabat (sábado) que eu devo guardar? Devo seguir o shabat semanal ou o shabat lunar?

26/08/2013 21:57

Pergunta: Qual é o shabat (sábado) que eu devo guardar?

Devo seguir o shabat semanal ou o shabat lunar?

 

Resposta: O ETERNO ordenou a guarda do shabat/sábado (Shemot/Êxodo 20:9-11), que vai do pôr do sol de sexta feira ao pôr do sol do sábado.

Tradicionalmente, o povo de Yisra'el sempre guardou o shabat como sendo o sétimo dia da semana (Bereshit/Gênesis 2:2-3).

Não obstante, nos últimos anos, surgiu um movimento alegando que o shabat não é o sétimo dia da semana. Para tal grupo, o shabat deveria ser contado no dia seguinte de cada rosh chodesh (lua nova), razão pela qual seriam shabatot (sábados) os dias 8º,15º, 22º e 29º de cada mês lunar. De tal forma, o shabat poderia recair durante dias da semana. Esta teoria é chamada de “sábado lunar”.

Quem está com a razão? Aqueles que guardam o shabat como sétimo dia ou os que adotam o sábado lunar?

Vejamos fatos objetivos:

1) O shabat é o sétimo dia da semana contado em relação aos dias da criação (Bereshit/Gênesis 1 a 2:3), e não em relação à lua nova. Uma coisa é a contagem da semana, outra totalmente diversa é a contagem do mês lunar. São institutos diversos e que não se confundem.

2) Sempre a tradição do povo de Yisra'el interpretou o shabat (sábado) como sendo o sétimo dia da semana (Bereshit/Gênesis 2:2-3). Esta proposição é confirmada pelo Tanach (Primeiras Escrituras), Ketuvim Netsarim (Escritos Nazarenos/“Novo Testamento”), Targumim, Talmud Bavli, Talmud Yerushalmi, Manuscritos do Mar Morto, bem como outras antigas fontes da literatura israelita. Em todos estes escritos, não há nenhuma menção sobre o “sábado lunar”.

3) Na época de Yeshua, todos os grupos judaicos (p’rushim, ts’dukim e isyim) cumpriam o shabat semanal (sétimo dia de semana). Se Yeshua discordasse de tal posicionamento, com toda certeza iria lançar críticas. Porém, Yeshua não falou nada contra o shabat semanal, e nem seus discípulos o fizeram nos Ketuvim Netsarim (Escritos Nazarenos/“Novo Testamento”). Logo, Yeshua HaMashiach endossou o shabat semanal – o sétimo dia da semana.

4) A Teoria do Shabat Lunar é antissemita, pois é atribuída a Jonathan David Brown, membro de uma irmandade da supremacia branca com profundas ligações com a Ku Klux Klan.  Brown publicou um livro sobre a teoria do sábado lunar e sua tese se espalhou como vírus. David Brown foi processado criminalmente por participar de grupos da supremacia branca, inclusive por ter disparado tiros contra pessoas em uma sinagoga (graças ao ETERNO, nenhum judeu foi atingido). Logo, não merece crédito uma teoria criada por um criminoso.

5) Registros históricos apontam que todos os judeus sempre guardaram o shabat como sendo o sétimo dia da semana, inclusive os “Pais” da Igreja relatam que os netsarim (nazarenos) observavam o shabat, o sétimo dia.

6) Não existem manuscritos antigos dissertando sobre o “sábado lunar”.

7) Nos Manuscritos do Mar Morto, nada foi encontrado sobre o “sábado lunar”, e sim sobre o shabat – o sétimo dia da semana. Vale lembrar que os essênios do Mar Morto eram muito rígidos no cumprimento da mitsvá do shabat, conforme atestou Flávio Josefo (Wars 2:8:9).

8) Muitas pessoas alegam que o shabat, como sendo o sétimo dia, é uma invenção do calendário romano e gregoriano. Não! Apesar de estes calendários serem antibíblicos, o calendário israelita computava o shabat como sendo o sétimo dia, desde a antiguidade.

9) O Internacional Beit Din Nazareno já se pronunciou contra o “sábado lunar”. O ínclito rabino James Trimm, Nasi do Beit Din, assim escreveu para combater a heresia do sábado lunar: “HaSatan deseja 'roubar, matar e destruir' (Jo 10:10), e ele sabe que o tempo é curto e tem intensificado sua guerra com aqueles que proclamam a observância da Torá e a fé no Messias (os dois pilares do Judaísmo Nazareno) (Ap 12:12, 17, 13:7). Mas nenhuma arma forjada contra nós prosperará (Is 54:17)”.

 

Por todos estes motivos, nós, netsarim (nazarenos), cumprimos o mandamento do shabat, o sétimo dia da semana, e rejeitamos a tese do “sábado lunar”.

 

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