PARTE VI - A GUERRA ESPIRITUAL DOS ESSÊNIOS

24/08/2013 20:03

PARTE VI

 A GUERRA ESPIRITUAL DOS ESSÊNIOS

 

Por Tsadok Ben Derech

 

O Tanach estabelece uma visão dualista de mundo: a benção ou a maldição, servir a YHWH ou a falsos deuses, obediência ou desobediência, a vida ou a morte, a justiça ou a iniquidade, a fé ou a incredulidade, a piedade ou a perversidade, a recompensa ou o castigo (confira, por exemplo, Shemot/Êxodo 20:1-3; Devarim/Deuteronômio 30:11-20, 28:1-69;  Tehilim/Salmos 1:1-6; 10:1-18; 12:1-9; 20:8-10; 31:7 (6); 31: 18-20 (17-19); Mishlei/Provérbios 3:32 e 33; 10:16, 29; 11:6; 12:2, 21; 14:11; 15:8 e 9).  Ou seja, há uma contraposição entre o bem e o mal.

Valeram-se os essênios desta concepção dualística e desenvolveram uma teologia de batalha espiritual em que eles se consideram os “filhos da luz” (justos, piedosos), contrapondo-se aos “filhos das trevas” (ímpios).  Nesta missão, os filhos da luz são os responsáveis pela observância da Torá, por guardar a verdade para Yisra’el, prestar serviço a YHWH em meio aos anjos, receber as revelações sobrenaturais do céu, expulsar demônios e preparar o caminho para a vinda do Mashiach (Messias), que lideraria a batalha final dos filhos da luz contra os filhos das trevas, seguidores de B’liya’al/Belial (no hebraico, este nome significa “sem proveito, inútil”).

Chamavam-se a si próprios de “filhos de Tsadok”, título que pode ter pelo menos duas explicações distintas: 1) o fundador do grupo foi um descendente de Tsadok (Zadoque), que tinha sido o amado Sumo Sacerdote do Rei David, razão pela qual seus discípulos são carinhosamente chamados de “filhos”; 2)  os essênios se consideravam o “Templo do Espírito”, exercendo um sacerdócio diferenciado, o dos filhos de Tsadok, como profetizado por Yechezk’el (Ezequiel): “Mas a câmara que olha para o caminho do norte é para os sacerdotes que têm a guarda do altar; são estes os filhos de Tsadok, que se chegam a YHWH, dentre os filhos de Levi, para o servir.” (Yechezkel 40:46).

De qualquer forma, consoante os Manuscritos de Qumran, os essênios (“filhos de Tsadok”) são considerados da ordem de Malki-Tsedek (“Melquisedeque”/Rei da Justiça), que é o próprio Elohim, que os conduzirá à batalha final contra o exército de B’liya’al (Belial). Isto leva os essênios a um severo processo de santificação (kedushá), visto que o pecado é uma “rede lançada por Belial” para capturar as pessoas. Inclusive muitas doenças são tidas como de origem espiritual.

Contrapondo-se à ordem santa do ETERNO, chamado de Malki-Tsedek, existia uma ordem sacerdotal dos seguidores de Malki-Reisha (o Rei do Mal), assumindo a oração um papel fundamental para afugentar os maus espíritos.  Nas fervorosas orações dos filhos da luz, faziam-se presentes os anjos de YHWH, afinal, “o anjo de YHWH acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” e “aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos; eles te sustentarão nas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra” (Tehilim/Salmos 34: 8 ou, nas versões cristãs, 34:7; Sl 91:11-12). Enquanto os essênios são envoltos por seres angelicais, os demônios habitam junto aos pecadores, os servos de B’liya’al (Belial).

A oração é vista como um instrumento fundamental para louvar e engrandecer o nome de YHWH, buscar a proteção de Elohim, expulsar demônios, livrar-se de toda a opressão espiritual, contar com a presença de anjos para a batalha espiritual e curar as enfermidades, físicas e espirituais.

A obcessão pela santidade, cujo consectário é o afastamento de “todas as coisas do mundo”, deve ter sido o motivo pelo qual o asceticismo levou alguns essênios a viver longe das cidades, fundando comunidades como a de Qumran, com o propósito de desenvolver uma existência espiritual elevada, mística e incorruptível:

“Eles preferem viver em aldeias e evitar as cidades por conta da habitual maldade dos que habitam, sabendo, como eles fazem, que assim como a falta de ar traz raras doenças, portanto, há perigo de contrair uma doença incurável da alma por conta de tais más associações.” (Filo de Alexandria, Todo homem virtuoso é livre, § 12).

 

Aliás, pensavam os essênios que a inclinação humana ao mal (yetser hará), se não for subjugada pela santidade, os leva a transgredir a Torá, tornando-se fonte de atuação das forças das trevas, isto é, o pecado atrai os anjos malignos de B’liya’al e os alimenta. Estes agem de duas formas: a) possessão da pessoa ou b) opressão, isto é, forte influência no pensamento e na vida humana.

Por outro lado, a santificação leva à obediência da Torá de YHWH e atrai sua proteção e seus anjos. A verdadeira libertação passa por um processo de eliminação do pecado e plena santificação, anulando-se as opressões e influências dos anjos caídos.   Nos Manuscritos do Mar Morto, há uma série de narrativas acerca dos feitos dos anjos, destacando-se: 1) Micha’el (Miguel), que é o arcanjo descrito em Dani’el 10:21 e 12:1 como o guardião dos interesses da nação de Yisra’el, líder de guerra dos anjos de YHWH; 2) Gavri’el (Gabriel), referido como aquele que tem grande papel na luta espiritual, muitas vezes ao lado de Micha’el; 3) Refa’el (Rafael), que é o arcanjo que ministra a cura de YHWH, tanto em relação às enfermidades físicas quanto às espirituais decorrentes de opressões e possessões demoníacas. 

Os demônios almejavam perseguir os chassidim (piedosos) e muitas vezes levá-los à morte, tudo acontecendo com a permissão de YHWH, que preparou o tempo exato da batalha final, cuja vitória seria dos filhos da luz.

Como se percebe, para os essênios não havia divisão entre o mundo físico e o espiritual, os dois estavam amalgamados. O plano espiritual é tão real e presente quanto o material, e isto leva à necessidade de batalhas em dimensões do espírito. Então, para os essênios, o contato com anjos, visões e revelações celestiais eram esperados e tratados com naturalidade.

A mesma angelologia essênia se faz presente nos escritos da B’rit Chadashá (Aliança Renovada/“Novo Testamento”). Vejamos.

Miryam (Maria), então virgem, recebe a visita do anjo Gavri’el (famoso entre os essênios), que anuncia o nascimento miraculoso de Yeshua (Lucas 1:26-38). Desconfiado da gravidez de Miryam, Yosef (José) é avisado pelo anjo de YHWH de que a jovem, apesar de virgem, havia de conceber um filho, gerado da Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade/“Espírito Santo”) (Matityahu/Mateus 1:18-21). Anteriormente, o  mesmo anjo Gavri’el surgiu ao idoso Zecharyah (Zacarias) e lhe prometeu o milagre do  nascimento de um filho, que se chamaria Yochanan (João), cuja missão seria o de fazer com que muitas pessoas fizessem teshuvá (ou seja, “retornassem”) a YHWH, preparando o caminho do ETERNO, no poder e no espírito de Eliyahu (Elias) (Lucas 1:8-19).

Quando o rei Herod (Herodes) mandou matar todos os meninos de Beit Lechem (Belém), com dois anos de idade para baixo, novamente o anjo de YHWH aparece a Yosef (José) e ordena que toda a família fuja para o Egito (Matityahu/Mateus 2:13-14). Com a morte de Herod, o anjo de YHWH se apresenta a Yosef (José) em sonho e lhe diz que a família poderia retornar à terra de Yisra’el (Matityahu/Mateus 2:19-21).

Depreende-se das narrativas da B’rit Chadashá que os contatos angelicais são frequentes. Ademais, os nascimentos de Yochanan (João) e de Yeshua foram milagrosos e anunciados pelo anjo Gavri’el, o mesmo arcanjo que se apresentava aos essênios. Será coincidência?

Se não bastasse, os essênios, nos Manuscritos de Qumran, escreveram muito sobre o arcanjo Micha’el (Miguel), que lideraria a batalha final dos filhos da luz contra as forças malignas. O emissário Yochanan fez um relato muito parecido em Apocalipse:

Houve guerra no céu. Micha’el [Miguel] e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos...” (Guilyana/Apocalipse 12:7).

 

Como dito alhures, os essênios faziam a contraposição entre a justiça e a iniquidade, a luz e as trevas, entre si e as forças de B’liya’al. Esta mesma dualidade aparece nas penas do rabino Sha’ul (Paulo):

“Como a justiça e a iniquidade podem ser sócias? Que comunhão há entre a luz e as trevas? Que harmonia pode existir entre o Mashiach [Messias] e B’liya’al [Belial]?” (Curintayah Beit/2ª Coríntios 6:14-15).

 

Extrai-se do texto transcrito que os netsarim também se consideravam lutando contra as trevas de B’liya’al, teologia tipicamente essênia:

“Tu, Elohim, nos criaste para ti, povo eterno, e nos fizeste cair na porção da luz segundo tua verdade. Desde antigamente, o Príncipe da Luz o encarregaste que nos ajudasse, e todos os espíritos de verdade estão sob o seu domínio.

Tu criaste B’liya’al [Belial] para o abismo, anjo de hostilidade; seu domínio são trevas, seu conselho é para o mal e a iniquidade. Todos os espíritos de sua porção são anjos de destruição, que caminham nas leis das trevas...” (4Q495).

Bendito seja o Elohim de Yisra’el

em todo o seu desígnio santo e nas obras de sua verdade.

E benditos sejam todos os que lhe servem em justiça, os que o conhecem na fé.

Maldito seja B’liya’al [Belial] em seu desígnio hostil,

seja execrado por seu domínio ímpio.

Malditos sejam todos os espíritos de sua porção em seu desígnio ímpio,

sejam execrados por suas obras de impureza imunda.

Pois eles são a porção das trevas,

e a porção de Elohim é para a luz eterna.” (Regra de Guerra, Col. XIII, 2-5).

 

Compare os Manuscritos citados com a mensagem de Yochanan (João), que igualmente usa as metáforas de luz e trevas:

“E esta é a mensagem que ouvimos dele e anunciamos: Elohim é luz, e não há treva nele – nenhuma!

Se afirmarmos que temos comunhão com Ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não vivemos a verdade. Se, porém, estivermos andando na luz, como ele está na luz, temos, então, comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Yeshua nos purifica de todo o pecado.” (Yochanan Álef/1ª João: 1:5-7).

“Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, ainda jaz em trevas.” (Yochanan Álef/1ª João 2:9).

“Os que confiam nele [Yeshua] não são julgados; quem não confia já foi julgado, por não ter confiado naquele que é o Filho único de Elohim.

Este é o juízo: a luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas, em vez da luz. Por quê? Porque suas ações eram ímpias. Quem realiza coisas más odeia a luz e a evita, para que suas ações não sejam expostas. Mas quem realiza o que é verdadeiro se aproxima da luz, para que todos possam ver que suas ações são realizadas por meio de Elohim.” (Yochanan 3:18-21).

 

Destaca-se que os essênios se declaravam “os filhos da luz”, expressão que foi encampada pelos nazarenos:

“Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz.” (Efessayah/Efésios 5:8). 

 

Para ser luz, o santo não deve se unir a jugo desigual, apartando-se dos ímpios e das coisas do mundo. Coteje os escritos essênios e nazarenos:

Essênios: “Que pela aliança se comprometa a separar-se de todos os homens de iniquidade que caminham por caminhos de impiedade.” (Regra da Comunidade, Col.V, 10-11).

Nazarenos: “Não se coloquem no mesmo jugo com os incrédulos.” (Curintayah Beit/2ª Coríntios 6:14-15).

“Não amem o mundo nem as coisas dele. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (Yochanan Álef/1ª João 2:15)

 

Na guerra espiritual essênia, o Rei Messias, que virá para batalhar contra as forças do mal, é o Filho de Elohim. Escreveram os nazarenos que Yeshua é o Filho de Elohim, que irá retornar para o confronto final. Investigue os textos:

Essênios: “... e todos o servirão... grande será chamado e será designado com seu nome.

Será denominado o Filho de Elohim, e lhe chamarão filho do Altíssimo.

(...)

Seu reino será um reino eterno, e todos os seus caminhos em verdade e direito.” (Apocalipse aramaico, 4Q246, Col.I, 8 a Col. II, 1; Col.II, 5).

Nazarenos: “Princípio das boas novas de Yeshua HaMashiach, Filho de Elohim.” (Yochanan Marcus/Marcos 1:1).

Ele [Yeshua] as governará com cetro de ferro. É ele que pisa o lagar do qual flui o vinho da ira de YHWH, Elohim dos exércitos celestiais. Em seu manto e em sua coxa, está escrito um nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores.” (Guilyana/Apocalipse 19:15-16).

 

Para os escritores de Qumran, o Filho de Elohim é um título usado para designar o próprio Elohim, ou seja, YHWH que se manifesta aos homens para reinar no fim dos tempos:

Será denominado o Filho de Elohim, e lhe chamarão filho do Altíssimo.

(...)

Ele é o grande Elohim entre os deuses. Fará a guerra com ele; porá os povos em sua mão e arrojará todos diante dele. Seu domínio será um domínio eterno.” (Apocalipse aramaico, 4Q246, Col. II, 1 e 7-9).

 

Igualmente, Yeshua é denominado “Filho de Elohim” (Mc 1:1), e é revelado que se trata do próprio YHWH Elohim:

“No princípio era a Palavra [Yeshua], e a Palavra estava com Elohim, e a Palavra era Elohim.

(...)

A Palavra se tornou carne e viveu entre nós.” (Yochanan/João 1:1 e 14).

“para que, em honra ao nome dado a Yeshua, todo joelho se dobre – no céu, na terra e embaixo da terra – e toda língua confesse que Yeshua HaMashiach é YHWH.”

(Efessayah/Efésios 2:10-11, traduzido diretamente do aramaico).

 

Sob o prisma da guerra espiritual, destacam-se ainda as seguintes semelhanças entre essênios e nazarenos: 1) ambos tinham contatos com anjos; 2) ambos eram especialistas na expulsão de demônios; 3) ambos criam que existiam doenças que eram provocadas pela ação de espíritos do mal; 4) ambos buscavam as curas milagrosas de YHWH. Analisemos cada um destes quatro itens.

Quanto às experiências angelicais, Yeshua foi servido por anjos após vencer a tentação de HaSatan (Satanás) no deserto (Matityahu/Mateus 4:11). Disse ainda o Mashiach que, se quisesse, poderia invocar 12 legiões de anjos (aproximadamente 72 mil anjos) para livrá-lo da morte (Matityahu/Mateus 26:53). Um anjo de YHWH livrou os emissários (“apóstolos”) da prisão e esta experiência sobrenatural se repetiu com Kefá (Pedro) em um segundo momento (Ma’assei Sh’lichim/Atos 5:19 e 12:7). Felipe recebeu a mensagem de um anjo (Ma’assei Sh’lichim/Atos 8:26). Sha’ul (Paulo) foi confortado por um mensageiro celestial (Ma’assei Sh’lichim/Atos 27:23). Estes são apenas alguns exemplos de manifestações angelicais no meio dos netsarim, destacando-se que a B’rit Chadashá registra 176 versos contendo o vocábulo “anjo”.

Outro fator de aproximação entre essênios e nazarenos diz respeito à luta contra os demônios, tendo em vista que ambos os grupos exerceram ministério de libertação.  Os evangelhos mencionam dezenas de eventos em que Yeshua expulsou demônios. Se não bastasse, o Mashiach deu autoridade aos discípulos para “expulsar espíritos imundos” e, após sua ressurreição, orientou os emissários que em seu nome expulsassem os demônios (Matityahu/Mateus 10:1 e Yochanan Marcus/Marcos 16:17). Seguindo esta diretriz, os netsarim expulsaram demônios de elevado número de pessoas (Ma’assei Sh’lichim/Atos 5:16). Há 55 versículos na B’rit Chadashá em que se usa o nome “demônio”, demonstrando como a luta espiritual foi intensa entre os netsarim, seguindo os passos de seus precursores, os essênios.

Se para os essênios algumas doenças físicas decorrem da ação demoníaca, a mesma doutrina foi difundida por Yeshua. Após o Mashiach expulsar os espíritos malignos que atuavam no endemoninhado gadareno, este ficou em “perfeito juízo”, comprovando-se, pois, que a insanidade mental daquele homem tinha origem espiritual (Yochanan Marcus/Marcos 5:1-15). O menino lunático foi curado por Yeshua mediante a expulsão de um demônio, logo, a perturbação mental era causada por um anjo das trevas (Matityahu/Mateus 17:14-18). Nas boas novas segundo Lucas, Yeshua curou uma mulher paralítica há dezoito anos e explicou que esta enfermidade resultava da ação de HaSatan (Satanás) (Lucas 13:10-16). Narra-se também que um mudo foi curado mediante a expulsão demoníaca (Lucas 11:14).

Pensavam os essênios que não basta afugentar os espíritos malignos, faz-se mister viver em santidade para que não mais voltem a agir na pessoa. Semelhantemente, Yeshua explicou que, se um espírito imundo for repelido do homem e este não passar a viver na piedade, sete espíritos piores irão voltar para habitá-lo, tornando-se o seu último estado pior do que o primeiro (Lucas 11:24-26).

Por fim, isyim (essênios) e netsarim buscavam a cura de doenças por meio da intervenção de YHWH. Yeshua curava todas as enfermidades daqueles que o procuravam (Matityahu/Mateus 4:23), bem como deu autoridade a seus discípulos para que promovessem curas milagrosas em relação a todas as enfermidades (Matityahu/Mateus 10:1). De fato, o livro de Ma’assei Sh’lichim (Atos dos Emissários) descreve que os emissários (“apóstolos”) curavam multidões de pessoas (At 5:16).

Destarte, não há dúvida de que a teologia nazarena de batalha espiritual possui estreitos laços com a desenvolvida anteriormente pelos essênios.

 

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